Brasil terá alta de mortes por Covid-19 até agosto, alerta pesquisador da Fiocruz

De acordo com o infectologista Julio Croda, pesquisador da Fiocruz, o Brasil “vai viver ainda junho, julho e agosto complicados. Na época do inverno, os vírus circulam mais intensamente, principalmente no sul e sudeste, que são as regiões mais populosas”

Infectologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Julio Croda afirmou que o Brasil continuará tendo aumento no número de mortes e casos por Covid-19 pelos próximos três meses, até agosto, ao menos. “A gente vai viver ainda junho, julho e agosto complicados. Na época do inverno, os vírus circulam mais intensamente, principalmente no sul e sudeste, que são as regiões mais populosas”, disse o estudioso à CNN Brasil.

“Para atingir a imunidade de rebanho, precisa de 70% ou 80% da população vacinada. Estamos muito longe disso. Nesse ritmo, só teremos mudança mais significativa no ano que vem, em 2021 ainda teremos muito sofrimento”, acrescentou.

A má condução do governo Bolsonaro para negociar a importação da vacina russa vem num ritmo preocupante. Seguno o portal G1, o Brasil demorou 149 dias para chegar as 100 mil mortes por Covid-19 e 152 dias para sair dos 100 mil para os 200 mil óbitos. Em apenas 76 dias o País chegou a 300 mil e, depois, em 36 dias atingiu a marca dos 400 mil.

De acordo com a plataforma Worldometers, que disponibilizado números globais sobre a pandemia, o País registrou, até esta sexta-feira (30) 401 mil mortes por Covid-19, a segunda maior quantidade do mundo, atrás dos Estados Unidos (589 mil).

O Brasil contabilizou, até o momento, o terceiro maior número de infectados pelo coronavírus (14,5 milhões), atrás de Índia (19,1 milhões) e EUA (33 milhões).

Nessa quinta-feira (29), o número de pessoas vacinadas com pelo menos uma dose contra a Covid-19 no Brasil chegou a 31.208.111, o que representou 14,74% da população total.

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